A Melhor Cerveja Portuguesa

É sempre uma tarefa ingrata e um desafio tentar eleger o melhor, no que toca a algo tão subjetivo como o que se come e bebe.

Em Portugal, país com enorme tradição vinhateira, a cerveja ocupou durante muitos anos um papel secundário. O que se produzia era algo bom, sem dúvida, mas sem grande interesse, sem estimular as papilas gustativas e os sentidos. A cerveja era uma bebida para refrescar nas tardes de verão, para aquecer nas noites de inverno, para acompanhar os tremoços ou os caracóis.

A cerveja em Portugal era vista como bebida do povo, sem requinte, sem classe. Contudo, no século XXI, tudo mudou. A cervejeira Sovina, sediada no Porto, desbravou o caminho e foi rapidamente seguida por outras produtoras, que preencheram um nicho no mercado nacional que aguardava há décadas por alguma atenção, por alguém que percebesse que Portugal tem os meios, os conhecimentos e os apreciadores certos para manter uma indústria cervejeira de sucesso, de qualidade, inovadora e vanguardista.14215-illustration-of-a-mug-of-beer-pv

A cerveja Sagres e a cerveja Super Bock conseguem dominar o mercado geral, potenciando a sua visibilidade com o patrocínio de eventos culturais e desportivos, como sejam as ligas de futebol ou os grandes festivais de música de verão.

Mas o panorama nacional está a mudar, está a mover-se muito rapidamente, e são as pequenas produtoras de cerveja que estão a conseguir acompanhá-lo.

Se é verdade que uma simples cerveja estilo Lager da Sagres ou Super Bock pode matar a sede durante um dia quente ou acompanhar um evento desportivo, há outros contextos em que não é a bebida mais indicada. A gastronomia portuguesa encontra-se numa fase de expansão inimaginável até há pouco, e a boa mesa requer uma boa bebida.

Cervejas artesanais, como as Sovina, Letra, Mediaevalis, Vadia ou Maldita, podem hoje encontrar-se nos menus dos restaurantes mais requintados de Portugal.